image1

Sua vida importa!!! Cuide-se...

 

A falta de atividade física e a obesidade tem sido alvo de preocupação no mundo todo.

Em recente publicação, a revista científica inglesa The Lancet registrou  que no Brasil houve considerável crescimento da população cujo o sobrepeso ultrapassa o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em outra  publicação, na Global Burden of Disease, temos que o sobrepeso e a obesidade foram responsáveis pela morte de 3,4 milhões de pessoas, em 2010, além de serem os responsáveis pela redução em 3,9% da expectativa de vida dos indivíduos. O mesmo levantamento indica que, de 1980 a 2013, a proporção mundial de adultos com IMC acima de 25 kg/m², subiu de 28,8% para 36,9%, entre os homens; e de 29,8% para 38%, entre as mulheres. 

Entre crianças e adolescentes, a situação também é preocupante. Em países em desenvolvimento, a porcentagem de obesidade subiu de 8,1% para 12,9% entre meninos; e de 8,4% para 13,4% entre meninas. 

No Brasil os dados também são alarmantes como indica o quadro abaixo: 

Número de pessoas com sobrepeso (IMC acima de 25 kg/m²) - 22 milhões de pessoas com sobrepeso em relação a população adulta: 16,20%.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2015, o Brasil já contava com cerca de nove milhões de diabéticos, a doença corresponde a aproximadamente 6,2% da população adulta. As mulheres (7%) apresentaram maior proporção da doença do que os homens (5,4%) - 5,4 milhões de mulheres contra 3,6 milhões de homens. 

Os percentuais de prevalência da doença por faixa etária são: 

- 0,6% entre 18 a 29 anos; 

- 5% de 30 a 59 anos; 

- 14,5% entre 60 e 64 anos;

- 19,9% entre 65 e 74 anos;

- 19,6% para pessoas com mais de 75 anos.

O estudo mostra outros dados relevantes, tais como:

- Despesa dos brasileiros com remédios chegou a R$ 78,5 bilhões em 2013; 

- 68 mil pessoas morrem por ano vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC); 

- 67 milhões de pessoas são sedentárias, as mortes chegam a 13% a.a. 

O Brasil tem trilhado caminho similar aos Estados Unidos, onde a maioria da população enfrenta variados graus de obesidade, tornando-se um problema para a saúde pública. 

Em abril de 2017, o Ministério da Saúde revelou os dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), sendo o mais completo já realizado no país, sobre os hábitos de vida da população e sua relação com o sobrepeso e as enfermidades. O resultado é assustador: a taxa de obesidade subiu 60%, em apenas dez anos!

Este estudo também mostrou que o hábito alimentar do brasileiro é ruim, sendo que apenas 35% dos adultos consomem frutas e hortaliças (ao menos cinco vezes por semana) e 17% exageram na ingestão de refrigerantes ou sucos artificiais. 

Como exemplo: um adulto que consuma um cachorro-quente ou seis pedaços de bacon por dia, tem o risco de desenvolver câncer no intestino aumentado em cerca de 18% frente aquele indivíduo que tenha um consumo moderado desses itens. Ou seja, a alimentação de má qualidade encurta o tempo de vida.